Respostas ecológicas do hotspot de biodiversidade da Mata Atlântica às mudanças climáticas do Holoceno: Insights do registro polínico da Lagoa Canto Grande, Espírito Santo, litoral do Brasil

Autores

Antonio Alvaro Buso JR.Luiz Carlos Ruiz PessendaFrancis Edward MayleFlávio Lima LorentePaulo Eduardo de OliveiraMarcelo Cancela Lisboa CohenMarlon Carlos FrançaEvandro Augusto de Souza MagalhãesJosé Albertino BendassolliFabiana Monteiro de OliveiraGeovane Souza Siqueira

Resumo

Este estudo apresenta a assinatura polínica moderna e a história da vegetação e do clima do Holoceno da floresta perene e ecossistemas associados na ecorregião da Floresta Costeira da Bahia, dentro do hotspot de biodiversidade da Mata Atlântica do Brasil.

Armadilhas artificiais de pólen forneceram a assinatura polínica moderna da floresta perene, caracterizada por Urticaceae/Moraceae, Simarouba, Crepidospermum/Protium, Sloanea, Sapotaceae e Diploon, e pela presença de tipos raros de pólen de árvores florestais. A assinatura polínica do mussununga arborizado, um ecossistema associado, é caracterizada por Byrsonima, Doliocarpus, Lundia e Araliaceae.

O pólen fóssil da Lagoa Canto Grande mostra que a vegetação do início ao meio do Holoceno (11.154–7.731 anos cal a BP) foi caracterizada pela dominância regional de floresta semidecidual, sob um clima menos úmido e mais frio do que o atual, além de vegetação costeira em solos arenosos (restinga), manguezal e trechos de florestas aluviais. A elevação relativa do nível do mar durante o Holoceno médio causou mudanças regionais na distribuição das florestas aluviais, restingas e manguezais.

Uma mudança para condições climáticas mais quentes e úmidas durante o meio para o final do Holoceno (7.731–434 anos cal a BP) levou a alterações na comunidade florestal, com o estabelecimento da floresta perene moderna.

Foto de admin

admin